Larica era mentira. Fome mesmo. Desculpa inútil. Antecessores também chegaram famintos. Inocência de rodoviária. Vergonha sem medida. Parecer gente do meio é a razão. Dá pena. O ardil vai começar. A ferocidade da cidade mal desembarcou. Qualificação nenhuma. Vontade visionária. Abundância de prodígios. Todo dia é assim. Declarações desapegadas. Saudade à sombra. Dinheiro em lágrimas. Afeitos a sonhos. Dá para profetizar um calvário interminável. Tantos e perplexos. Olhos das ruas. Medo do pecado. Subemprego da contemplação. Outras e muitas fomes. Cidade enorme. Gente pequena. Juntar para voltar. Árduos manuscritos à família: mentira dos êxitos. Labuta e luta. Encantos provisórios. Melhor ficar. No pra trás era pior. Memória vertebrada. Tumulto de caprichos: um aparelho de som. Pudor perdido. Fome mesmo. Vergonha milimétrica. Subúrbio e lama. A carne barata da nissei. Nunca vira aquilo. Negócio da China. Cidade boa. Morrer de louros. Adequação incomensurável. Voltar, não.
sábado, 24 de outubro de 2009
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Não deve voltar mesmo. Embora labiríntico, seu texto segue pra frente. Eu te seguirei!
ResponderExcluirMaravilhoso texto, amigo Alaor.
ResponderExcluirEu gosto muito quando você explora a palavra e retira dela todo o seu sumo.
Isso é mais forma que conteúdo e isso não é ruim porque o conteúdo é significativo. É universal na experiência cultural do brasileiro.
Fiquei sumido um pouco. É fim de ano e professor sofre pra valer.
Abração!