
Então do nada surgiu o vaso. Do alto. Vinha de algum dos andares daquele prédio cinza. Bateu poucos centímetros à frente de Eduardo. Susto de indulgência, espanto de puta merda. Reflexão peremptória, no embalo do estalo. Milagre ou destino? Irresponsabilidade odiosa ou vacilo de alguém. Eduardo era puro sobressalto e reflexão. Estático como na fotografia da mesa da escola. Mole nas pernas, duro pela ventura. O quase inerte olhar mirou o céu, fitou os lados, baixou ao chão. Parado, o Eduardo, sobre os cacos, mancha de terra e margaridas mutiladas. No sexto andar, Natalino inchou o peito. Vociferou com Graziela, rouquejou pigarros e sentenciou o segundo veredicto. “O que vai, agora, vadia, é sua televisão!”...
Medo do inesperado!!!
ResponderExcluirMe lembrou um fato verídico de um garoto q se jogou do prédio da Galeria do Rock em São Paulo e de quebra quase matou 2 amigos meus (quase como no filme da Amelie Poulain).
Como sempre, tenho q perder (ganhar, gastar, sei lá) mó tempo lendo um monte de mini crônicas q deixei pra trás.
Adoro seus textos.
Abraço. =]