
A hora estava cheia de alma. A sala, parca de luz, e de lucidez também, mas Camilo não enxergava, só mirava, tremendo do fígado à razão. “O Eremita ou Ermitão, arcano maior número nove”, o gutural Alberto trovejou. Camilo mijou pelos olhos. Balbuciou com sílabas lívidas: e-re-mi-ta é i-so-la-men-to, é é é a-fas-ta-men-to? “Éééé”, gritou Alberto. Camilo pulou da cadeira: então, tchau.
Correu sala afora, casa afora, rua afora, bairro afora, até quase perder o fôlego. Só parou na praça distante, e enquanto recuperava o ar, pensou descoordenado: pelo menos não paguei os vintão da consulta.
Molinho
ResponderExcluirdesejo que saiam as cartas do mundo, do sol e da roda da fortuna pras micro crônicas cretinas.
Beijos
dan Dan