
Ouviu o trinco do portão abrir, mais nada. Nenhum passo ou “ô de casa!”. Revólver existe pra isso, pensou, sacou, foi ver, campeou, desconfiou em dobro. Nada. Baforava atento quando apareceu Tarzan, o boxer amarelo, amarronzado pela terra e liberdade, todo babão, abanando o cotó do rabo. Até o cachorro aqui é inteligente, contaria logo depois ao compadre Oto, fazendeiro vizinho, que parou para uma pinga, e aproveitou para devolver-lhe o empréstimo.
Na manhã seguinte não se levantou. Ataque fulminante, explicou o doutor. Dormia. Nem sentiu. Nelsão, Compadre Nerso, Nelson Usineiro. Criatura aquinhoada, ele.
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