
Boa alma sempre foi uma qualidade subalterna, e Perlão desconfiou, mas decidiu pelo jogo. Já na casa do devedor, para quitação do débito, soltou o desfavorecido e agarrou-lhe a mãe. Puxou-lhe o colar, os cabelos, a cintura e subiu granitos escadaria acima do sobrado, estapeando-lhe a bunda. Queria toda a fortuna. Nas horas de pânico, sem ação ou pó, o filho engolia ansiedades, até que observou os dois voltando. Perlão de braços dados à loura, comunicou-lhe o casamento para dali a uma semana. A mãe confirmou a verdade. Ambos, afinal, sabiam que não existe verdade, exceto para os seres apaixonados.
Deveras, meu amigo.
ResponderExcluirVocê é um crítico sagaz mas, de coração mole. Obrigado.
Apesar do meu namoro antigo com o concretismo (via formalismo russo), não chegamos nunca ao papel passado. É amizade colorida. Quanto a você, suas crônicas têm (ainda não me acostumei com a nova ortografia) pinta de págias de um livro com capa marrom e frontipício com a reprodução de um quadro modernista. Que fazer? Tenho certeza que concordamos que nada melhor que uma ampla folha de papel em branco e aquele velho gesto nervoso, com a caneta rodopiando nos dedos antes de derramar palavras sobre ela, arrumando-as sobre a superfície virgem do papel.
Abraços.
Po Alaor...coisa fina...latejante! Visceral o recorte das cronicas, mas ao mesmo tempo calmo e tranquilo. E Perlão foi ótimo! ele poderia um dia visitar o Gutierrez em Cuba! rsrrss
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