
Tempo de janeiro, naquela manhã amarela. Um frio extemporâneo, daquele lado de cima da serra. Um pardal pousou na asa do pequeno avião, ambos silenciosos, anunciando nadas à vista. Terra marrom, avião azul e branco, hélice metálica. Já se via a cor das coisas, varridas as nuvens pelo vento leste. O ajudante acendeu o charuto do brigadeiro. Acionou o motor da aeronave, com a força de se ir à Lua. Da montanha paciente, escapava o som do taxear. De repente, o objeto brilhante sobe às alturas. O brigadeiro voou, num céu todinho seu.
Grandes vôos nessas micros-imensas-crônicas... Beijos e uma semana ótima.
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