
Jositéia era a bagaça. Vida torta e amor arfante. Viu em Orlando um eixo, no qual tratou de parafusar suas rodas. Modulou a fala aos gritos, estendeu a saia, apagou o rímel e pintou de rosa-claro as unhas vermelhas. Ouvia e acatava as advertências do parceiro insólito. Não isso, não aquilo. Mas na festa do casamento de Jerônimo, sobrinho dele, não resistiu à recomendada moderação no vinho. Às tantas, trocou a valsa pelo funk e ofereceu a Orlando, sacudindo as cadeiras, o que ele mais gostava... a infelicidade.
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